Importância de oficinas culturais para a cidadania

 


As comunidades periféricas organizadas têm realizado várias ações artístico-culturais destinadas às suas populações, em especial, às crianças e adolescentes.  São oficinas de dança, que ensinam a tocar instrumentos musicais, teatro, artes marciais e várias outras manifestações que permitem o acesso à arte e à cultura àqueles que, de outra forma, talvez tivessem grande dificuldade para pagar por esses cursos.

Citamos como exemplo o trabalho realizado pelo Galpão Cultural Casa de Hip-hop que, há seis anos tem transformado a vida da garotada do Morro da Cruz, Zona Leste de Porto Alegre, sob a liderança da cantora, compositora, educadora Negra Jaque. A iniciativa tem sido tão positiva que em março deste ano, o centro cultural inaugurou uma segunda sede no bairro (Rua São Guilherme, 619), onde ocorrem a maioria das oficinas, especialmente, as aulas de percussão.

Na sede antiga (Rua Nove de Junho, 878), em julho foi inaugurada a Escola de Graffiti e Artes Visuais  Tio Trampo. O nome é em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo artista visual Luís Flávio Vitola, referência no Graffiti e no movimento hip-hop. A curadoria artística da escola é de Geovane Trindade Pereira, o Getri.   A escola tem o objetivo de manter o legado do Graffiti para as próximas gerações.

Essas ações devem ser incentivadas e reconhecidas pelo relevante papel que desempenham, pois atuam onde a administração pública deveria agir e, muitas vezes, têm falhado.

Importante destacar, ainda, que, em tempos de crescente e deplorável violência contra mulheres, artes  marciais que referimos, ministradas para meninas,  podem se constituir em legítima  defesa pessoal ao  longo da vida.  

 

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