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Quando a educação decide não esquecer

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Pixabay Seminário de Educação Étnico-Racial em Nova Petrópolis inspira reflexão sobre memória, ancestralidade e o papel da escola na construção de uma sociedade mais justa.  Há momentos em que um seminário deixa de ser apenas um evento acadêmico para se transformar em um marco histórico. O 1º Seminário de Educação Étnico-Racial e Equidade, realizado em Nova Petrópolis, foi um desses momentos. Reunir mais de 400 profissionais da educação e da saúde para discutir relações étnico-raciais significa reconhecer que a construção de uma sociedade democrática começa dentro da escola e passa, necessariamente, pelo conhecimento da própria história. Durante décadas, a contribuição da população negra para a formação do Rio Grande do Sul foi reduzida a notas de rodapé ou simplesmente ignorada. O resultado desse silêncio histórico foi a formação de gerações que aprenderam muito sobre determinados capítulos da história brasileira, mas pouco sobre aqueles que ajudaram a construir cidades, desenvo...

Nova Petrópolis promove 1º Seminário de Educação Étnico-Racial e Equidade

  Nova Petrópolis promove 1º Seminário de Educação Étnico-Racial e Equidade Com foco em profissionais da educação, evento no Centro de Eventos reunirá oito especialistas para painéis e mesas de debate no dia 20 de julho   A Administração Municipal de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Desporto e da Comissão de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), promove no dia 20 de julho o 1º Seminário de Educação Étnico-Racial e Equidade de Nova Petrópolis. O evento, voltado para profissionais da Educação, ocorre no Auditório do Centro de Eventos a partir das 7h30. A programação central do seminário será composta por oito painelistas especializados no tema. Entre as presenças confirmadas está Antônio Carlos Côrtes, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, um dos fundadores do Grupo Palmares e articulador da criação do Dia Nacional da Consciência Negra. O debate também contará com Adriana Santos, doutora em Educação, consultora da UNESCO e ...

Lanceiros Negros: a história dos soldados negros que lutaram por liberdade na Revolução Farroupilha

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 A participação dos Lanceiros Negros na Revolução Farroupilha revela um dos capítulos mais complexos e dolorosos da formação histórica do Rio Grande do Sul. Formado majoritariamente por homens negros escravizados e libertos, o contingente atuou ao lado dos farroupilhas entre 1835 e 1845, em muitos casos motivado pela promessa de liberdade ao fim do conflito. Registros históricos apontam que os negros chegaram a representar parcela significativa das tropas rebeldes. Os Lanceiros se destacaram especialmente pelo combate a cavalo e pelo uso de lanças. A expectativa de conquistar a liberdade transformou a participação desses homens em uma questão que ultrapassava os objetivos políticos da elite farroupilha. A Revolução Farroupilha tinha entre suas principais motivações interesses econômicos e políticos das elites provinciais, e a abolição da escravidão não constituía seu objetivo central. Para os combatentes negros, entretanto, a guerra também representava a possibilidade concreta de...

Portela resgata história do negro gaúcho

  Aqui deixo matéria publicada no ConexRS  , contando sobre Desfile da azul e branco carioca. Emoção ímpar de fazer parte de contar ao Brasil a trajetória do povo negro gaúcho. Matéria publicado em 02/03/2026.

Antônio Carlos Côrtes: de Cidadão Viamonense a patrono da Feira Literária que celebrou a diversidade cultural

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  Escritor, jornalista, advogado e uma das figuras históricas do movimento negro gaúcho foi homenageado na 19ª Feira Literária de Viamão, cidade que escolheu como sua “terra do coração” Foto reprodução: PMV A relação de Antônio Carlos Côrtes com Viamão ganhou um novo capítulo em 2025. Em agosto daquele ano, o escritor, jornalista, advogado e integrante da Academia Rio-Grandense de Letras foi anunciado como patrono da 19ª Feira Literária Cultural de Viamão (FLIV) , realizada entre os dias 24 e 28 de setembro, na Praça da Matriz. A escolha levou para o centro de um dos principais eventos culturais do município uma personalidade cuja trajetória reúne literatura, comunicação, Carnaval, atuação jurídica e mais de cinco décadas de participação na história do movimento negro do Rio Grande do Sul. A homenagem ganhou significado especial porque Côrtes já possuía uma ligação institucional e afetiva com o município. Em novembro de 2021, ele recebeu da Câmara Municipal o Título de Cidadão Viam...

Antônio Carlos Côrtes relembra a origem do 20 de Novembro em Porto Alegre

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 Em entrevista publicada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) em novembro de 2024, Antônio Carlos Côrtes revisitou um dos episódios mais importantes da história do movimento negro brasileiro: a criação, em Porto Alegre, da mobilização que escolheu o 20 de Novembro como data de afirmação da identidade e da resistência negra. Côrtes é um dos fundadores do Grupo Palmares , organização criada na capital gaúcha em 1971 e diretamente relacionada à origem da data que décadas mais tarde se transformaria no Dia da Consciência Negra. A entrevista ganha importância porque Côrtes não fala apenas como pesquisador ou personagem posteriormente identificado pela historiografia. Ele participou daquele processo. O Grupo Palmares reuniu jovens negros interessados em discutir a história, a cultura e a realidade social da população negra brasileira em um período marcado pela ditadura militar. A escolha do 20 de Novembro surgiu justamente da necessidade de estabelecer uma referênci...

Dia da Consciência Negra 2025-A nossa história não estava bem contada": como o 20 de novembro ressignificou a presença de pessoas negras no Rio Grande do Sul

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  Jornal Zero Hora estampa as imagens de Zumbi dos Palmares e de Antônio Carlos Côrtes, integrante do Grupo Palmares, organização que, em 1971, lançou as bases para a criação do Dia da Consciência    Por Danielly Pliveira em ZH Resumo da matéria. “A nossa história não estava bem contada” A reportagem mostra como movimentos negros do Rio Grande do Sul tiveram papel decisivo na criação e consolidação do 20 de Novembro como Dia da Consciência Negra . O ponto central é a atuação do Grupo Palmares , criado em Porto Alegre na década de 1970, com participação de Oliveira Silveira, Antônio Carlos Côrtes, Ilmo da Silva e Vilmar Nunes. Antônio Carlos Côrtes, apresentado pela reportagem como único integrante vivo do Grupo Palmares , explica que o movimento buscava questionar a centralidade do 13 de Maio, associado à Lei Áurea, e valorizar a história e a resistência da população negra. Segundo ele, a intenção não era uma luta contra pessoas brancas, mas uma luta “a favor dos negros...